
Esperma de doador com mutação que causa câncer foi usado para concepção de quase 200 crianças na Europa
28 de janeiro de 2026A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez hoje um apelo aos países para que tornem os cuidados de fertilidade mais seguros, justos e acessíveis a todos, em sua primeira diretriz global para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da infertilidade.
Estima-se que a infertilidade afete 1 em cada 6 pessoas em idade reprodutiva em algum momento de suas vidas. Embora a demanda por serviços esteja aumentando em todo o mundo, o acesso aos cuidados continua extremamente limitado. Em muitos países, os exames e tratamentos para infertilidade são financiados principalmente com recursos próprios, o que frequentemente resulta em gastos financeiros catastróficos. Em alguns contextos, mesmo um único ciclo de fertilização in vitro (FIV) pode custar o dobro da renda média anual de uma família.
“A infertilidade é um dos desafios de saúde pública mais negligenciados da nossa época e uma importante questão de equidade em nível global”, afirmou o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS. “Milhões de pessoas enfrentam essa jornada sozinhas – sem condições de arcar com os custos do tratamento, pressionadas a optar por tratamentos mais baratos, porém sem comprovação científica, ou forçadas a escolher entre o sonho de ter filhos e sua segurança financeira. Encorajamos mais países a adotarem esta diretriz, dando a mais pessoas a possibilidade de acesso a cuidados acessíveis, respeitosos e baseados em evidências científicas.”
A diretriz inclui 40 recomendações que visam fortalecer a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da infertilidade. Ela promove opções custo-efetivas em todas as etapas, ao mesmo tempo que defende a integração dos cuidados de fertilidade às estratégias, serviços e financiamento nacionais de saúde.




